"A 'esquizofrenia' não existe como 'condição', mas apenas como rótulo de
um fato social e, como fato social, é um evento político. Esse evento
político, ocorrendo na ordem cívica da sociedade, impõe definições e
consequências à pessoa rotulada. É uma prescrição social que racionaliza
um conjunto de ações sociais por cujo intermédio a pessoa rotulada é
anexada por outras, as legalmente sancionadas, investidas de poderes
médicos e moralmente obrigadas a responsabilizar-se pela pessoa
rotulada. A pessoa rotulada é iniciada não só no papel, mas também numa
carreira de paciente, pela ação combinada de uma coalizão (uma
'conspiração') de família, médico assistente, inspetor de saúde mental,
psiquiatras, enfermeiras, assistentes sociais psiquiátricos e, com
frequência, outros pacientes. A pessoa 'internada' rotulada como
paciente e, especificamente, como 'esquizofrênica', é rebaixada de seu
pleno status existencial e legal como agente humano e pessoa
responsável, despojada de sua própria definição de eu, impossibilitada
de reter seus próprios bens, impedida de exercer seu discernimento para
decidir com quem se relaciona e o que quer fazer. Seu tempo já não lhe
pertence e o espaço que ocupa não é o de sua própria escolha...Mais
completa e radicalmente que em qualquer outro setor da nossa sociedade,
ela é invadida como ser humano."
Dr.RD Laing, A Politica da Experiencia
Pensamos que saúde mental não é algo espontâneo. Muito menos congênito. De modo algum configura-se como um processo passivo. Saúde mental é , claramente , uma construção. Uma conquista . Um processo ativo. Um direito conquistado. Sendo assim , estamos dispostos a fornecer o melhor conteúdo veiculado do modo mais interessante para construção de um alicerce sólido afim de uma saúde mental forte e autônoma. SEJAM BEM VINDOS !
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