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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PRAZER , AMOR CORTÊS E PLANO DE IMANÊNCIA , POR GILLES DELEUZE

Não posso dar ao prazer qualquer valor positivo, porque o prazer parece-me interromper o processo imanente do desejo; o prazer parece-me estar do lado dos estratos e da organização. (…) Há no amor cortês a constituição de um plano de imanência ou de um corpo sem órgãos, no qual o desejo, que de nada carece, resguarda-se tanto quanto possível de prazeres que viriam interromper seu processo. Parece-me que o prazer é o único meio para uma pessoa ou sujeito “se reencontrar” num processo que o transborda. É uma reterritorialização. Do meu ponto de vista, é da mesma maneira que o desejo é relacionado à lei da falta e à norma do prazer.»-

Deleuze “Désir et plaisir”. Magazine Littéraire nº 325, Oct. 1994: p. 57-65.


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