Freeman: O Sr. acredita que a morte é um fim?
Jung:
Bem, não posso dizer. A palavra acreditar é algo difícil para mim. Eu
não acredito. Eu preciso de uma razão para uma dada hipótese. Eu sei uma
determinada coisa e então eu a sei. Não preciso acreditar nela. Não me
permito acreditar por acreditar. Eu não posso acreditar, mas com
suficientes razões para uma hipótese eu a aceitarei naturalmente.
Freeman: Que conselho o Sr. dá às pessoas idosas que creem que a morte é o fim de tudo?
Jung:
Eu tratei de muitas pessoas idosas e é interessante perceber que o
inconsciente ao notar que está aparentemente ameaçado pelo fim total,
passa a menosprezar tal fato. A vida se comporta como se fosse
prosseguir, dessa forma acho melhor que uma pessoa de idade viva na
expectativa do dia seguinte como se fosse viver séculos, assim ela
viverá adequadamente. Se ela tiver medo e não tiver perspectiva, ela
olhará para trás e ficara petrificada e morrerá antes do tempo. Mas se
ela estiver viva e aguardar ansiosa a grande aventura ela viverá.
Transcrição RETIRADA da Entrevista “Face to Face”
Pensamos que saúde mental não é algo espontâneo. Muito menos congênito. De modo algum configura-se como um processo passivo. Saúde mental é , claramente , uma construção. Uma conquista . Um processo ativo. Um direito conquistado. Sendo assim , estamos dispostos a fornecer o melhor conteúdo veiculado do modo mais interessante para construção de um alicerce sólido afim de uma saúde mental forte e autônoma. SEJAM BEM VINDOS !
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