É possível que a amizade se nutra de observação e de
conversa, mas o amor nasce e se alimenta de interpretação silenciosa. O
ser amado aparece como uma "alma": exprime um mundo possível,
desconhecido de nós. O amado implica, envolve, aprisiona um mundo, que é
preciso decifrar, isto é, interpretar. Trata-se mesmo de uma
pluralidade de mundos; o pluralismo do amor não diz respeito apenas à
multiplicidade dos seres amados, mas também à multiplicidade das almas
ou dos mundos contidos em cada um
Deleuze in Proust e os signos
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