Na história da psiquiatria,o século XIX foi marcado pelo esforço para
inserir a loucura na moldura do modelo médico.A preocupação era
classificar formas clínicas e descrevê-las minuciosamente.
Um salto dado na segunda metade do século XIX foi a contestação de que a
doença mental possa encaixar-se no modelo médico,que ocorra dentro do
organismo. A loucura acontece entre os homens,isto é,na sociedade. O
louco é o inadaptado à ordem social vigente.E a psiquiatria é acusada
de defender a ordem burguesa contra homens que têm uma diferente visão
do mundo.
Este enfoque levou a consequências extremas. Quando a inteligência
descobre um pedaço de verdade ,apega-se a ele de maneira
exclusiva,parecendo mesmo que esse é o modo específico de trabalhar da
função pensamento se outros instrumentos de busca não vêm juntar-se às
suas luzes.
Segundo o novo ponto de vista,a psiquiatria,por assim
dizer,dissolve-se no social.Vêm então ocupar o primeiro plano de
interesse as pesquisas referentes à família,aos grupos,à sociedade. E
sem dúvida seus resultados evidenciam quanto é frequente que o indivíduo
se sinta acossado de tal maneira no mundo externo que somente encontre como saída a porta da loucura. Esta
porta,porém,se abre para o mundo intrapsíquico. A saída de volta será
difícil,e tanto mais difícil devido a não aceitação do mundo interno
onde ele agora se debate,não só pelos psiquiatras tradicionais , mas
também pela maioria daqueles que os contestam.
( Nise , imagens do inconsciente )
Pensamos que saúde mental não é algo espontâneo. Muito menos congênito. De modo algum configura-se como um processo passivo. Saúde mental é , claramente , uma construção. Uma conquista . Um processo ativo. Um direito conquistado. Sendo assim , estamos dispostos a fornecer o melhor conteúdo veiculado do modo mais interessante para construção de um alicerce sólido afim de uma saúde mental forte e autônoma. SEJAM BEM VINDOS !
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário