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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Poema Elogio Da Dialética , bertolt brecht

Elogio Da Dialética 
A injustiça avança hoje a passo firme.
 Os tiranos fazem planos para dez mil anos. 
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são.
 Nenhuma voz além da dos que mandam. 
E em todos os mercados proclama a exploração: Isto é apenas o meu começo. 
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem: Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.
 Quem ainda está vivo nunca diga: nunca. O que é seguro não é seguro
. As coisas não continuarão a ser como são. 
Depois de falarem os dominantes, falarão os dominados.
 Quem pois ousa dizer: nunca? De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
 De quem depende que ela acabe? De nós.
 O que é esmagado, que se levante
O que está perdido, lute! 
O que sabe e o que se chegou, que há aí que o retenha?
 Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã. 
E nunca será: ainda hoje.


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